TABELIÃO

Dr. Aldemir Reis

Jornal do Notário – Como foi sua escolha pela profissão de notário?
Aldemir Reis  -  Na verdade a escolha aconteceu por necessidade. Entrei muito menino na profissão, era Office boy, um menino de leva e traz. Para mim, tanto fazia estar em um cartório ou em uma empresa. Depois que eu comecei a fazer  faculdade que voltei para o cartório, pois eu estudava de manha e em empresas comerciais ou nas industrias, o trabalho era em período integral, e eu não tinha como conciliar o horário com a faculdade. Como não queria abrir mão da faculdade, procurei um serviço adequado ao horário. Vi em um anuncio no jornal que dizia que o 2° Tabelionato de Notas da Capital procurava datilografo, e como eu já tinha experiência do 3° Oficio de Registro de Títulos e Documentos  fui admitido. Depois disso, os cartórios novos que surgiram precisavam de pessoas com alguma experiência, depois desse tempo peguei gosto pela área.

Jornal do Notário – Como vê a função do tabelião atualmente?
Aldemir Reis -  Hoje os notários estão em uma posição bastante evidente, devido a transferência de uma parte das articulações que eram do Judiciário aos tabeliães, como as partilhas, inventários, divórcios e separações. Hoje o tabelião esta em uma evidencia marcante. A área de atuação aumentou, e ela vinha definhando há tempos, em virtude da investida do poder econômico, empresas financeira, bancos, cuja força política acabou retirando do cartório grande parte dos serviços que eram prestados por ele. Se examinarmos os livros antigos dos anos 30, 40, 50, veremos que praticamente todos os atos jurídicos eram praticados pelos tabeliães, e esse contratos foram sendo instrumentalizados por particulares, depois tivemos legislações esparsas que também tiraram atribuições dos tabeliães.

Jornal do Notário – Como o senhor avalia as novas atribuições dos notários?
Aldemir Reis – Hoje nós estam,os com essa delegação da Lei 11.441/07. Isso demonstra que estamos recuperando uma parte dos serviços que eram realizados anteriormente por nós. Isso é muito positivo.

Jornal do Notário – Quais foram as principais mudanças realizadas na serventia após sua entrada?
Aldemir Reis – Procurei fazer uma revolução não traumática, e acho que consegui. Tudo foi feito com calmo, com jeito, e assim fui fazendo todas as alterações necessárias. Houve um enxugamento do cartório. Na área interna propiciei cursos para escreventes e auxiliares e continuo promovendo esse tipo de atividade, com isso criamos uma retaguarda que foi modificado a forma de trabalho das pessoas. Fomos modificando as coisas devagar e sempre. Hoje a serventia esta 100% informatizada e adaptada. Nós conseguimos evoluir e isso melhorou a produção dos funcionários, com melhores ferramentas e a estrutura do cartório melhorou. Alem de tudo, os funcionários aqui são muito antigos, e com tudo isso foi respeitado.

Jornal do Notário – Como tem sido sua relação com o CNB-SP ao longo da carreira?
Aldemir Reis – Eu sempre participei ativamente das reuniões do Colégio e embora eu tenha grande aversão por cargos diretivos, já fui secretario e membro do Conselho de Ética do CNB-SP em gestões diferentes. Sempre tive um bom relacionamento com todos os membros e sempre tentei tirar o Maximo proveito desse relacionamento.

*fonte Jornal do Notário

Tabelião: Aldemir Reis

Substitutos: Sylvio Delphino

E-mail: tab.reis@setimotabelionato.com

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